terça-feira, 18 de junho de 2013

Destruindo gaiolas para educar

“Mais de 300 gaiolas e armadilhas foram destruídas pela Polícia Ambiental, na manhã desta sexta-feira (7), em Guaçuí, no Sul do Espírito Santo. Como parte da programação da Semana do Meio Ambiente, o evento contou com a presença de mais de 200 alunos de escolas do município. O objetivo da ação, segundo a polícia, é orientar a população a não capturar e não manter pássaros silvestres em cativeiro.” – texto da matéria “Gaiolas e armadilhas são destruídas em praça de Guaçuí, ES", publicada em 7 de junho de 2013 pelo portal G1

 
 Trator destruindo as gaiolas
Foto: PMES

O sucesso do combate ao tráfico de animais silvestres depende de um conjunto de ações, que devem estar coordenadas. Fiscalização eficiente com pessoal bem instruído e equipado, legislação realmente punitiva, centros para recebimento dos bichos apreendidos, processo burocrático que realmente funcione para as solturas, áreas para as solturas monitoradas e ações de geração de renda e apoio social nas regiões onde pobreza incentiva a captura dos animais são essenciais. Mas, tudo isso, sem um projeto de educação ambiental para redução de demanda – principalmente voltado para crianças e adolescentes – não terá resultado satisfatório.

Gaiolas, antes da destruição, observadas pela população
Foto: PMES

Ações como a da Polícia Ambiental do Espírito Santo são bastante interessantes, mas têm de estar inseridas em um projeto maior. Nenhum trabalho terá resultado ser for feito apenas em ocasiões especiais, como a Semana do Meio Ambiente.

O poder público, principalmente os chefes do poder Executivo, têm de trabalhar na conscientização da população para combater a vergonha dos 38 milhões de animais silvestres retirados da natureza todos os anos no Brasil.

- Leia a matéria completa do portal G1

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Começar a semana pensando...

...sobre a reincidência motivada pela legislação fraca que trata do tráfico de animais.

“Dois deles já tinham sido presos anteriormente pelo mesmo motivo, eles sabiam que não podiam estar com aqueles animais.”

Lúcio Flávio, capitão da Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma) da Polícia Militar de Pernambuco após a prisão de quatro homens por comercailizarem aves silvestres na feira de Peixinhos, em Olinda

A declaração foi publicada na matéria "Quatro pessoas são detidas em feira de Olinda com 24 aves silvestres", publicada em 17 de junho de 2013 pelo portal G1.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Reflexão para o fim de semana: de olho nas estradas

 Km 17 da rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo (SP)

Km 97 da via Anhanguera, em Campinas (SP)
Fotos: Divulgação CCR AutoBAn

O contato entre os animais silvestres e as estradas vai além do asfalto. Aves monitorando as rodovias junto das câmeras de monitoramento da concessionária CCR AutoBAn, no estado de São Paulo. E, lógico, matando a curiosidade...

Na Tailândia, tráfico de animais para todos os gostos

“A polícia recuperou nesta segunda-feira 14 leões e dezenas de outros animais em uma mansão de Bangcoc e deteve uma pessoa, informaram as autoridades locais. Montri Boonphonon, o dono da casa, foi posto sob custódia policial acusado de posse ilegal e comércio de espécies protegidas.

 Quatorze leões foram apreendidos na mansão
Foto: Reuters

O acusado insistiu que tem todos os documentos de compra e as permissões na regra para a posse dos animais, indicou a polícia ao jornal Bangcoc Post. Na operação, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente, também foram resgatados de suas jaulas 23 suricatos, 17 saguis, 12 perus reais e diversas espécies de tartarugas e aves.” – texto da matéria “Tailandês é acusado de manter 14 leões em mansão de Bangcoc”, publicada em 10 de junho de 2013 pelo portal Terra com informações da agência EFE

Dezenas de outros animais também foram encontrados no local
Foto: Reuters

A Tailândia é um dos maiores centros de tráfico de fauna silvestre do mundo. Pelo país do Sudeste Asiático passam animais de várias partes do mundo, que são comercializados para compradores de diversos outros países da região e de seu próprio território. Além dos bichos vivos, o mercado negro tailandês trabalha com marfim, chifres de rinocerontes, peles e partes de ursos e felinos.

“Em março do ano passado, uma operação das autoridades tailandesas conseguiu recuperar mais de 200 animais, entre eles cangurus, tigres, leões e orangotangos, destinados ao contrabando em uma casa na província de Saraburi, na região central do país.

A Tailândia, e em particular Bangcoc, é um dos maiores centros de tráfico de animais em perigo de extinção porque se encontra em um ponto estratégico entre Mianmar, China, Indonésia e Malásia.”
– texto do portal Terra

Estima-se que comércio ilegal de animais silvestres e suas partes movimente cerca de 20 bilhões de dólares por ano. O Brasil seria responsável por entre 5% e 15% desse total e se caracteriza pelo comércio de aves, traficadas principalmente para abastecer a demanda interna dos próprios brasileiros.

- Leia a matéria completa do portal Terra

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Seriema atropelada: não morreu fisicamente, mas morreu ecologicamente

“Famoso na cidade de Uberaba por ousar em criações que contribuam para a locomoção de animais vítimas de acidentes, o médico veterinário Cláudio Yudi inovou novamente. A paciente da vez foi uma seriema adulta que havia sido atropelada em uma rodovia da região há um mês. A ave foi encaminhada ao hospital veterinário da cidade e, após os exames, o médico constatou uma fratura e criou uma prótese para auxiliar o animal a andar.” – texto da matéria “Seriema vítima de atropelamento ganha prótese em Uberaba”, publicada em 1º de junho de 2013 pelo portal G1

 Seriema com prótese em uma das pernas
Imagem: Reprodução TV Integração

A iniciativa do veterinário é louvável e correta. Sua dedicação em proporcionar uma melhor condição de vida para os animais vítimas de acidentes é exemplar. Para muitos outros profissionais, o animal talvez fosse sacrificado.
Foto: Uniube
Mas o trabalho de Yudi (foto) não recupera a perda da natureza. Fora de seu hábitat, a ave não cumprirá seus papeis ecológicos, isto é, não reproduzirá, não predará, não será predada etc. É como se ela estivesse fisicamente morta, já que não retornará à vida livre.

“A seriema não poderá ser solta ao seu habitat natural, já que vai precisar estar sempre em observação.” – texto do G1

Estimativa do coordenador do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, Alex Bager, indica que cerca de 475 milhões de animais silvestres morrem atropelados nas estradas brasileiras todos os anos. Qual será a dimensão do massacre se contarmos vítimas como a seriema, que estão mortas ecologicamente?

- Leia a matéria completa do portal G1

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Mostrando o certo desde cedo

Não é só para o combate ao tráfico de animais silvestres que educação ambiental é fundamental. Formar crianças e adolescentes conscientes com as novas atitudes humanas que o planeta precisa é necessário para tudo. É questão de sobrevivência.

Celebrando o Dia Mundial do Meio Ambiente (6 de junho), jovens do Sítio do Conde, na Bahia, se reuniram no dia seguinte e plantaram mudas de espécies nativas como parte do projeto “Passarinho legal... É passarinho solto!!!”, da ONG Profauna – Proteção à Fauna e Monitoramento Ambiental. A ação foi realizada pela Associação Ricardo Ferretti e pela APA Litoral Norte, em parceria com o Profauna, o Projeto Tamar 33 anos, a Ferbasa, a Fazenda Natural e a Sôla Vídeo Produtora. A ideia é mostrar que, basta ter árvores para que as aves apareçam e habitem a região.

 Tiago Leita com as criança do Sítio do Conde (BA)
Foto: Divulgação

Segundo o coordenador do Profauna, Tiago Leite, o hábito de capturar e manter aves silvestres em cativeiro é bastante forte na região do Sítio do Conde. “A garotada tem de aprender a gostar dos animais soltos, a ter prazer em observá-los na natureza, não em gaiolas”, salientou.

Que sirva de exemplo para os gestores públicos. Apoiem essas iniciativas! Tenham iniciativas parecidas!

Plantando o futuro
Foto: Divulgação

terça-feira, 11 de junho de 2013

Repelente químico: mais uma ferramenta contra atropelamentos de fauna

“As empresas Natur Futura e Alvac, respectivamente de Salamanca e de Segóvia, na Espanha, estão desenvolvendo um projeto de pesquisa que protege os animais e aumenta a segurança nas rodovias. Para isso, estão trabalhando em um produto experimental cujo objetivo é impedir o acesso dos animais às rodovias. O produto, composto de substâncias biodegradáveis, já está sendo testado em Barcelona.


Onça-parda atropelada na via Anhanguera, interior de São Paulo
Foto: Divulgação CCR AutoBAn

O projeto consiste na aplicação do produto às margens de uma via rápida de Barcelona. No local, os problemas causados pelo acesso irrestrito dos animais às rodovias têm sido recorrentes.” – texto da matéria “Empresa espanhola desenvolve barreira química biodegradável que evita o acesso de animais às rodovias”, publicada pela Agência de Noticias de Direitos Animais (Anda) em 7 de junho de 2013

Um número incalculável de animais silvestres é morto por atropelamento, todos os anos, nas estradas e rodovias. De acordo com o coordenador do Centro Brasileiros de Estudos em Ecologia de Estradas, Alex Bager, cerca de 475 milhões de animais morrem nessas circunstâncias todos os anos no Brasil.

Atropelamento de fauna: o problema acontece em todo o mundo
Foto: Diário de Corumbá

A iniciativa das empresas espanholas, com certeza, não será a solução para o problema. Afinal, deve ser difícil preparar um produto que afaste todas as espécies – vale lembrar que, a maioria dos animais mortos atropelados é formada de répteis e anfíbios. Mas a iniciativa é válida pois será mais uma ferramenta para, junto com outras, reduzir esse impacto na fauna.

Repelentes químicos, passagens subterrâneas e aéreas, sinalização, cercas e mata-burros são apenas algumas iniciativas que, dependendo da espécie ou espécies envolvidas, podem ser combinadas para reduzir os acidentes. Acima de tudo, os gestores das rodovias não podem esquecer de realizar campanhas de conscientização junto aos motoristas: respeito à sinalização, aos limites de velocidade e atenção redobrada nos trechos com alta incidência de animais silvestres.

- Leia a matéria completa da Anda
- Leia a matéria "Massacre nas estradas", publicada na edição de maio de 2013 da revista Terra da Gente