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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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terça-feira, 8 de maio de 2012

A moda incentivando o tráfico de animais e a crueldade

Matéria da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) escancara o quanto a indústria da moda pode, como qualquer outra atividade econômica, ser retrógrada e cruel.

“Uma nova moda de peles vem causando sofrimentos excruciantes e mortes dolorosas em inúmeros animais. É a moda das vestimentas, calçados e acessórios feitos com pele de cobras pítons.

O uso de material sintético evita esse tipo de cena
Foto: Occupy for Animals

Segundo denúncia extensa feita pela organização Occupy For Animals, grifes como Jimmy Choo, Donna Karan, Mulberry, Gucci, Prada, Roberto Cavalli e Yves Saint Laurent vêm obtendo peles de pítons para produzir casacos, bolsas e botas, e celebridades como Kylie Minogue e Sienna Miller foram recentemente pegas usando respectivamente bolsa e botas feitas com esse tipo de pele.”
- texto da matéria “Nova moda entre grifes, pele de píton é produzida com crueldade extrema”, publicada em 6 de maio de 2012

O problema não está exclusivamente no uso do couro de pítons – já que há alternativas sintéticas. De acordo com a matéria, o uso do material está impregnado dos métodos cruéis.

“Nessas “fábricas”, as cobras menores são empaladas com ganchos, ou então cravadas a uma árvore com um prego martelado sobre suas cabeças, e então são esfoladas vivas a partir de uma pequena incisão abaixo da cabeça e uma longa fenda na pele aberta no estômago do animal. Então a pele é segurada no topo, logo abaixo da cabeça, e arrancada de uma vez. Depois de esfoladas, as cobras são largadas à morte, podendo agonizar por dois ou três dias.

Foto: Occupy for Animals

Já as pítons têm mangueiras enfiadas em suas bocas e são infladas com água intensa enquanto ainda estão vivas, de modo que sua pele fique mais fácil de soltar do corpo. Depois disso são esfoladas vivas e largadas à morte, também agonizando por dois ou três dias.”

Essa exploração também está incentivando o tráfico.

“Além disso, muitas pessoas acham que usam pele abandonadas por cobras que passaram pelo processo natural de muda (troca de pele). O que não é verdade, porque peles largadas de muda são muito secas, finas e sem brilho – e isso significa que as peles usadas são de cobras mortas e esfoladas.

Foto: Occupy for Animals

As pítons, geralmente entre 3 e 4 anos de idade, são capturadas em seu habitat natural (selvas e campos naturais) por arpoadores, que usam armadilhas, iscas e redes para esse intento. As cobras são então aprisionadas em sacos e vendidas para “fábricas de peles” rudimentares.”

As grifes estão participando e incentivando uma atividade cruel e danosa para o meio ambiente em países asiáticos como Vietnã, Tailândia, Indonésia, Camboja, Sri Lanka e Filipinas. Somente na Indonésia há 150 mil caçadores de cobras.

Lembre-se: parte do poder para acabar com isso está em suas mãos, CONSUMIDOR!

- Leia a matéria completa da ANDA
- Conheça a denúncia da Occupy for Animals (em inglês)

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