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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Construção e duplicação de rodovias: impacto zero não existe, mas deve ser a meta

“Apesar de nem sempre serem vistos pelas pessoas, muitos animais silvestres vivem às margens das rodovias. Em iniciativa da Cart, empresa responsável pela administração de rodovias da região, é realizado o resgate e transferência para local seguro anfíbios, mamíferos, répteis, aves e insetos encontrados nas áreas das futuras obras de duplicação de vias e que não conseguiriam dispersar-se por meios próprios.

Felino sendo resgatado na área de duplicação da Raposo Tavares (SP)
Foto: divulgação Nature

De acordo com a empresa, eles são soltos em áreas próximas que não sofrerão interferência das obras. O Projeto de Remanejamento de Fauna foi aprovado pela Cetesb e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, informa a Cart, que contratou uma empresa especializada em soluções ambientais, que utiliza métodos de captura e manejo da fauna.

Após a obtenção do licenciamento ambiental, mas antes que as máquinas comecem a trabalhar na supressão da vegetação, é feito um inventário da fauna existente no trecho onde serão realizadas obras. Os animais silvestres encontrados na área da futura obra, quando constatada a impossibilidade de se dispersarem por próprios meios, são removidos.

Números
Na duplicação da Rodovia Raposo Tavares, nos municípios de Rancharia e Martinópolis, em 2013, foram resgatados 241 animais, entre anfíbios, mamíferos, répteis, aves e insetos. Ninhos com ovos ou filhotes e até colmeias de abelhas nativas também são realocados.”
– texto da matéria “Animais são retirados de áreas próximas de rodovias”, publicada em 4 de junho de 2014 pelo Portal Prudentino (Presidente Prudente - SP)

Toda estrada e rodovia causa impacto na fauna. Sempre. O simples fato da construção da via já fragmente o hábitat de alguma espécie, tornando-se uma barreira – que pode ser intransponível para alguns animais ou um obstáculo perigoso a mais para outros. O som dos veículos em movimento, a emissão de poluentes no ar, os derramamentos e vazamentos de combustível e óleo, o lixo jogado pelos motoristas, os atropelamentos e a ocupação das margens por empreendimentos residenciais e comerciais, entre tantos outros, afetam a vida dos silvestres.

Antes da construção das estradas e rodovias, esses impactos têm de ser previstos, dimensionados e reduzidos o máximo possível – inclusive com a alteração do traçado da via. Nesses casos e nas duplicações (como da Raposo Tavares), os animais têm de ser retirados antes do início das obras e transferidos para áreas com as mesmas características do hábitat original de cada espécie.

Infelizmente, esse trabalho todo nem sempre é feito com o cuidado que merece – nenhuma referência ao serviço feito pela empresa contratada pela Cart. E mesmo quando o é, ainda haverá algum bicho que poderá sofrer danos durante as obras.

O monitoramento deve ser constante durante a construção ou duplicação, com operários trabalhando com cuidado e devidamente orientados a acionar profissionais capacitados para o resgate do bicho encontrado.

Impacto zero não existe, mas deve ser a meta.

- Leia a matéria completa do Portal Prudentino

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