segunda-feira, 10 de junho de 2013

Começar a semana pensando...

..sobre o novo centro de triagem de animais silvestres, em Cubatão (SP). Parceria da prefeitura com o Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte).
Foto: Prefeitura de Cubatão
"A Prefeitura deve ter uma atuação diversificada em relação ao Meio Ambiente. Portanto, temos de desenvolver ações não apenas de controle e combate à poluição, mas também no sentido de preservar e proteger nossa fauna e flora".
Secretária de Meio Ambiente de Cubatão, Ana Maria Rodrigues de 
Oliveira, em entrevista para o jornal Diário do Litoral

Que sirva de exemplo para os outros municípios!

- Leia a matéria completa “Cubatão ganha centro de triagem de animais silvestres”, publciada em 5 de junho de 2013 pelo jornal Diário do Litoral

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Reflexão para o fim de semana: tatu na gaiola

Foto: Divulgação PM Ambiental MG

“A Polícia Militar de Meio Ambiente apreendeu nesta segunda-feira (3) um tatu mantido em cativeiro no bairro Carlos Prates, Região Noroeste de Belo Horizonte, após denúncia anônima. O animal estava preso em uma gaiola. De acordo com a PM, o proprietário do bar onde houve a apreensão disse ter pegado o tatu ao vê-lo em uma via pública. Ele afirmou ainda que o entregaria ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).” – texto da matéria “Polícia apreende tatu mantido em cativeiro em Belo Horizonte”, publicada em 3 de junho de 2013 pelo portal G1

É ruim desconfiar, mas o comerciante iria entregar mesmo o tatu?

- Leia a matéria completa do G1

Se quer ajudar, denuncie. Não compre o animal do traficante

Muita gente faria qualquer coisa para retirar animais engaiolados e enjaulados, muitas vezes em péssimas condições, das mãos dos traficantes. Entre as possibilidades, pode-se pensar em comprar o animal para depois entregá-lo ao Ibama ou a algum órgão ambiental. Foi o que aconteceu no caso abaixo:

“O Batalhão Ambiental da Polícia Militar (PM) resgatou na noite desta terça-feira (4), um filhote de jaguatirica, no município de Rio Preto da Eva, distante 80 Km de Manaus. De acordo com o Soldado Ricardo Marques, que atendeu a ocorrência, uma mulher comprou o animal por R$ 200 e acionou o Batalhão para o resgate. Ela disse à polícia que só comprou o bicho para tirar das mãos do suspeito que o vendeu.

A jaguatirica foi vendida por R$ 200
Foto: Divulgação PM Ambiental AM

Segundo a polícia, a mulher informou ainda que o suspeito disse que havia trazido a jaguatirica, que aparentemente estava bem tratada, da região do Rio Urubu, Águas de Lindóia, município de Itacoatiara, distante 176 km da capital.” – texto da matéria “Filhote de jaguatirica vendido por R$ 200 é resgatado, no interior do AM”, publicada em 5 de junho de 2013 pelo portal G1

Apesar da boa intenção da mulher, a atitude não é correta e acaba por incentivar o tráfico de fauna. Com certeza, a partir do momento em que o sujeito entregou a jaguatirica para a compradora, ele foi atrás de outro animal para vender.

O filhote foi entregue ao Ibama
Foto: Divulgação PM Ambiental AM

Ela pode ter ajudado a jaguatirica, mas acabou por incentivar o traficante a conseguir mais animais para seu lucro. Ao se deparar com a venda ilegal de animais, denuncie. Ligue para a polícia imediatamente e solicite a presença de uma viatura para flagrar a atividade criminosa.

Não pense duas vezes. Não compre e denuncie.

- Leia a matéria completa do portal G1

quinta-feira, 6 de junho de 2013

No Parque Estadual Morro do Diabo (SP), uma estrada que deveria receber atenção especial

“Em todo o país, é muito comum o trabalho conjunto entre a Polícia Militar Ambiental e biólogos na preservação de animais em extinção. Em Teodoro Sampaio, o policial ambiental Vinícius Alves Rodrigues, responsável pelo patrulhamento no Parque Estadual Morro do Diabo (PEMD), desenvolveu seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com a temática “Levantamento de animais Silvestres atropelados na Rodovia SP 613 que corta o Parque Estadual Morro do Diabo – SP”.

Rodrigues durante apresentação de seu trabalho
Foto: Silvério Hosomi

(...) Como policial ambiental, Rodrigues relata que as principais dificuldades em seu trabalho de patrulhamento são: falta de locais para socorro dos animais atropelados, que estão vivos ou machucados, além da falta de respeito dos motoristas com os animais silvestres, quando excedem a velocidade permitida na rodovia. O acadêmico propôs em seu trabalho, a implantação de radares, lombadas eletrônicas, ecodutos, passarelas ecológicas e melhores túneis para transposição de animais.” - texto da matéria “Animais atropelados correm risco de extinção”, publicada em 4 de junho de 2013 pelo site da Universidade do Oeste Paulista (Unioeste)

Rodrigues, que está se formando em Ciências Biológicas da Faculdade de Ciências, Letras e Educação (Faclepp) da Unoeste, chegou a uma conclusão que pode ser extrapolada para quase todas as estradas e rodovias brasileiras: falta infraestrutura para reduzir os atropelamentos de fauna e faltam ações de conscientização junto aos motoristas (apesar de já ser desenvolvida a campanha "Viva e deixe viver" pela equipe do Parque e as polícias Militar Ambiental e Militar Rodoviária).

No caso estudado pelo policial, a importância das adequações na SP-613 é ainda maior, já que ela corta uma unidade de conservação de proteção integral. E mais, esse parque conserva um dos últimos fragmentos de Mata Atlântica do interior paulista, onde habita a única população viável do ameaçado mico-leão-preto (cerca de 820 animais).

SP-613: são 14 quilômetros dentro do parque 
com limite de velocidade de 70 km/h
Foto: Helder Henrique de Faria

Estimativa de Alex Bager, coordenador do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), ligado à Universidade Federal de Lavras, indica que 475 milhões de animais silvestres morrem atropelados nas estradas brasileiras anualmente.

- Leia a matéria completa da Unioeste
- Leia a matéria Massacre nas estradas, publicada na edição de maio de 2013 da revista Terra da Gente

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Trabalho de formiguinha: assim funciona parte do tráfico de animais

Uma parte dos animais traficados é transportada em grandes lotes, isto é, em carregamentos com centenas e, às vezes, milhares de bichos. É muito comum com os papagaios-verdadeiros.

Mas há outro esquema de transporte de animais para o comércio ilegal. Assim como as formigas levam pequenas quantidades de comida em várias viagens até o formigueiro, há muitos traficantes de animais também realizam várias viagens com poucos bichos. O resultado é uma imensidão de animais traficados.

É o caso abaixo:

“Um homem foi preso, na madrugada desta sexta-feira (31), na BR-135, na altura do KM 375, em Montes Claros, no Norte de Minas, por tráfico de animais silvestres. Dez pássaros foram encontrados dentro do carro.

Animais apreendidos e caixas de leite onde estavam
Foto: Divulgação Polícia Rodoviária Federal

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), durante patrulhamento de rotina, os policiais abordaram um Vectra, com placa do Estado de São Paulo. Em vistoria dentro do veículo foram encontrados, dez pássaros, sendo seis Sofré, três Pretos e um Trinca-Ferro. Os animais estavam dentro de caixas de leite longa vida, no assoalho do carro.”
– texto da matéria “Homem é preso com dez pássaros dentro de carro na BR-135 em Montes Claros”, publicada em 31 de maio de 2013 pelo site do jornal mineiro O Tempo

E sabe o que vai acontecer com o sujeito preso? Ele vai continuar traficando bichos, afinal a lei permite que o inquérito seja respondido em liberdade, permite a possibilidade da transação penal e, no final das contas, não ocorre julgamento.

Tráfico de fauna, o crime da impunidade.

- Leia a matéria completa de O Tempo

terça-feira, 4 de junho de 2013

Tráfico de fauna na África: lançado plano de ações

“O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e a organização ambientalista WWF lançaram esta quinta-feira um plano de acção para travar o tráfico ilegal de animais selvagens, uma actividade que, de acordo com as organizações, vale 8000 a 10.000 milhões de dólares por ano (6100 a 7700 milhões de euros).

Marfim apreendido na África que foi incinerado
Foto: Tony Karumba/AFP

As duas organizações fizeram um apelo para que governos e outras instituições tomem medidas concretas para combater o problema, que se tem acentuado nos últimos anos em África. Um plano de acção com dez pontos defende a colaboração mútua entre os países, o reforço da aplicação da legislação existente, a penalização dos infractores e a redução da procura de produtos derivados de espécies selvagens.

Entre as medidas, está um maior investimento em recursos humanos e técnicos, criando-se por exemplo brigadas especializadas na identificação do tráfico ilegal e o reforço dos sistemas judiciais.”
– texto da matéria “Banco de Desenvolvimento Africano e WWF criam plataforma contra o tráfico de animais” publicada em 31 de maio de 2013 pelo site português Público

Na África, tem chamado atenção a matança de elefantes pelo marfim e de rinocerontes pelo chifre usado em países da Ásia como remédio. Mas inúmeras de outras espécies também são alvo dos traficantes.

Rinoceronte morto para retirada do chifre
Foto: Troy Otto

O financiamento de movimentos armados e guerrilhas em diversos países africanos por meio do comércio ilegal de animais e suas partes também têm preocupado autoridades e ambientalistas. Além disso, a redução da vida selvagem tem afastado os turistas de muitas regiões, o que causa um problema para várias nações que têm nessa atividade uma fonte de renda considerável.

Uma das principais ações do plano é promover o reforço em legislação. Em todo mundo, incluindo o Brasil, as punições legais previstas para traficantes de animais e suas partes são brandas. Sem leis fortes e realmente punitivas não há como combater o crime organizado.

- Leia a matéria completa do Público
- Leia a Declaração de Marraqueche, documento que contém o plano com as 10 ações

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Começar a semana pensando...

...sobre pós-apreensão de animais silvestres traficados com o comandante da Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo, coronel Milton Sussumu Nomura.
Foto: Divulgação SMA
“Essa ação de controle, ela não termina com uma rápida, com uma imediata resposta da polícia quando acionada. Existe todo um trabalho que vem depois e que tem de ser também trabalhado de forma muito célere. Os processos que se seguem pós-apreensão. Que é o adequado tratamento, que é a adequada destinação desses animais , uma eventual reintrodução, uma eventual repatriação desses animais”.

Coronel Milton Sussumu Nomura, durante entrevista no programa 
Ambiente Legal da TV Êxito, em 24 de maio de 2013

Assista à matéria completa: