Páginas

"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

Pesquisar este blog

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Passarinho na gaiola é para os fracos. Ele quis uma onça de estimação

“Policiais Militares Ambientais de Três Lagoas (MS) realizaram fiscalização em Brasilândia e autuaram ontem (29) um operador de máquinas, de 62 anos, que criava um filhote de onça-parda e 14 aves silvestres ilegalmente.

Oncinha estava sendo criada como animal de estimação
Foto: Divulgação PMA/MS

A PMA apreendeu a animal, que está na lista de espécies em extinção, além de sete canários-da-terra, dois pássaros-preto, dois papas-capim, dois sabiás e um trinca-ferro. O homem alegou que criava o filhote de onça, por tê-lo encontrado às margens de uma estrada, perto da mãe, que teria sido atropelada.” – texto da matéria “Operário é multado em R$ 12 mil por criar onça”, publicada em 30 de novembro de 2013 pelo site do jornal Correio do Estado (MS)

A notícia conseguiu ficar repleta de desgraças. A começar pelo atropelamento e, provável morte, da onça-parda que deixou o filhote na estrada. Vale ressaltar que, de acordo com o Centro brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, estima-se que 475 milhões de animais silvestres morrem por atropelamento nas estradas e rodovias brasileiras todos os anos.

Para o filhote estava sendo escrita uma história de cativeiro sem as mínimas condições necessárias para o bom desenvolvimento do animal. Ou alguém acha que o operador de máquinas iria criar o animal com competência? Infelizmente, sem a presença da mãe, o pequeno felino permanecerá para sempre fora de seu ambiente natural. Ao menos espera-se que ele seja enviado para uma instituição competente e estruturada para criá-lo com dignidade.

Ainda há a situação dos pássaros, também encarcerados e que, em tese, deveriam receber uma boa avaliação para saber quais podem voltar à natureza.

Por fim, o infrator não terá a punição que deveria receber. Independentemente de o sujeito ter ou não conhecimento que manter animais silvestres em cativeiro doméstico sem autorização é crime, a lei deveria ter um caráter educativo, característica essa que não possui por ser branda demais.

Não será de estranhar se, daqui a algum tempo, os policiais voltarem à casa do operador de máquinas e encontrar novos animais em gaiolas.

- Leia a matéria completa do Correio do Estado

Nenhum comentário: