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"Todos os argumentos que provam a superioridade humana não eliminam este fato:
no sofrimento os animais são semelhantes a nós."
Peter Singer - Filósofo e professor de bioética na Universidade de Princeton, autor de Libertação Animal (1975)

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Tráfico de marfim: penas mais severas são necessárias. Mas prender os chefões e reduzir a demanda são imprescindíveis

“Um chinês que foi detido em posse de marfim no aeroporto de Nairóbi foi condenado nesta terça-feira (28) por um tribunal do Quênia a pagar uma multa recorde de US$ 233.000 ou a sete anos de prisão, caso não tenha condições de pagar a quantia.

Tang Yong Jian durante julgamento no Quênia 
Foto: Tony Karumba/AFP


A condenação, a maior para este tipo de caso no Quênia, é a primeira imposta dentro de uma nova lei de proteção da fauna promulgada em dezembro e que endurece consideravelmente as sanções para caçadores furtivos e traficantes.

(...) Tang Yong Jian, de 40 anos, havia sido detido em meados de janeiro com 3,4 quilos de marfim bruto em uma maleta no aeroporto internacional de Nairóbi, onde fazia uma escala em um voo entre Moçambique e China. Na segunda-feira (27) ele se declarou culpado de posse ilegal e de tráfico de marfim. Agora tem 14 dias para recorrer da decisão.” – texto da matéria “Tribunal do Quênia impõe pena recorde a traficante chinês de marfim”, publicada em 28 de janeiro de 2014 pelo portal G1

Parabéns ao Quênia por endurecer a legislação e rapidamente começa a aplicá-la.

Mas gente como Tang Yong Jian, que faz o mesmo serviço que os “mulas” do tráfico de drogas, vai continuar aparecendo. Eles são peças pequenas no esquema, sendo facilmente repostas. Nada que o dinheiro não seduza ambiciosos voluntários.

Elefante morto no Gabão por causa do marfim
Foto: Martin Harvey/WWF-Canon


O trabalho de combate ao tráfico de marfim, chifres de rinocerontes e partes de tigres tem de envolver a Interpol (polícia internacional), com investigações e ações transfronteiriças. Outra ação, essa muito mais difícil, é convencer a população dos países consumidores (China, Tailândia e muitas outras nações asiáticas, principalmente) a parar de comprar objetos de marfim. Infelizmente, há uma nova classe de gente endinheirada que tem nos objetos de marfim símbolos de ostentação.

- Leia a matéria completa do G1

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